|
10/07/2010 às
00:00:00 - Atualizado em 09/07/2010 às 22:16:17
Demanda por imóveis supera oferta em Curitiba
Helio Miguel
Centro de Curitiba: oferta de imóveis é menor que a procura.
A procura por imóveis novos em Curitiba acontece em uma
velocidade maior que o mercado consegue suprir. É o que concluem
representantes de empresas do ramo.
Para eles, o índice de Venda de Imóveis Novos Sobre a Oferta (VNSO),
na capital paranaense, está maior que o estimado pelo setor. De
acordo com o indicador, 10,7% das unidades lançadas são vendidas
em até um mês. Mas as empresas vinham trabalhando com uma taxa
em torno de 8%.
Para o presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do
Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), Gustavo Selig, a taxa
de velocidade de vendas deve continuar alta pelo menos nos
próximos quatro anos.
Segundo ele, o aumento no índice foi mais expressivo nos últimos
três meses, mas desde o início do ano já era possível perceber
mudanças no mercado. Selig atribui o crescimento abrupto
principalmente à estabilidade da economia e a maior facilidade
que os consumidores vêm tendo para obter linhas de crédito.
O presidente da Ademi-PR lembra que há cinco anos, por exemplo,
os consumidores não tinham como acessar tantas opções de
financiamentos como hoje, quando é fácil encontrar crédito a
juros relativamente baixos, entre 6% e 12% ao ano.
Porém, nem só o crédito é responsável pelo fenômeno. De acordo
com Selig, hoje existe maior diversidade de produtos, e ao mesmo
tempo uma grande demanda reprimida, criada em anos anteriores.
Selig lembra que o mercado imobiliário trabalhou por muito tempo
com um índice de velocidade de vendas de 5%. Isso aconteceu em
um grande período de estagnação do setor em Curitiba, entre 1999
e 2005.
Agora, mesmo com o índice VNSO mais que dobrado e acima do
percentual considerado ideal, de 8%, ele avalia que ainda há
espaço para mais crescimento. O dirigente acredita que a taxa
possa alcançar um teto de até 12% nos próximos anos.
O diretor geral da Galvão Vendas, Gerson Carlos da Silva,
confirma que todos os lançamentos imobiliários da empresa têm
sido vendidos muito rapidamente, principalmente os imóveis de
menor valor.
Valor
“As pessoas não têm tanta urgência para comprar os de maior
padrão, pois já estão morando bem. A decisão, então, é mais
lenta que na compra do primeiro imóvel”, informa. Ainda assim,
ele comenta que as vendas de unidades mais caras também estão
acontecendo com mais rapidez que o normal.
Silva diz que a espera pode começar até antes do lançamento dos
imóveis. Ele menciona um prédio no Batel, com cerca de 100
unidades de dois ou três quartos, que nem foi lançado e já tem
uma lista de 350 interessados.
“A chance de sucesso é alta”, afirma. E a velocidade não é maior
só nos imóveis residenciais. Silva cita o caso de um
empreendimento comercial no Bigorrilho, lançado recentemente,
que teve todas as 280 unidades vendidas em apenas uma semana.
O executivo tem a mesma opinião de Selig em relação ao grande
papel do crédito e da economia mais estável nessa explosão dos
índices. Mas adiciona que o modelo de vendas das empresas do
ramo também mudou, nos últimos anos.
“Podemos vender um empreendimento inteiro em uma semana, mas
teve todo um trabalho anterior, desde a escolha do terreno, o
desenvolvimento do produto, a planta, o acabamento, as condições
de pagamento”, explica.
Fonte: Paraná Online -
http://www.parana-online.com.br/editoria/economia/news/460317/?noticia=DEMANDA+POR+IMOVEIS+SUPERA+OFERTA+EM+CURITIBA
voltar
|